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O marxismo como teoria “finita”

Meu primeiro contato com Louis Althusser foi no teatro. E foi mágico. A peça chamava-se “O Futuro Dura Muito Tempo” – título também de uma de suas obras . Corria o ano de 1993 e a montagem dirigida por Márcio Vianna (1949-1996) tinha em cena dois grandes: Rubens Corrêa (como o filósofo franco-argelino) e Vanda Lacerda (Helene, sua companheira). Era o palco do simpático teatro Gláucio Gil, na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana. O velho ator, Corrêa, morreu em janeiro de 1996 – ganhara o Prêmio Shell por seu Althusser. O jovem diretor também se foi cerca de um mês depois, aos 46 anos. Vanda Lacerda morreu em julho de 2001. Lembrei do Althusser e da Helene apresentados por Rubens e Vanda na peça de Vianna e preciso registrar, num impulso memorialístico, que o humano é evanescente mas a arte permanece. O texto que reproduzo, a seguir, percorre caminhos parecidos entre a finitude e a abertura histórica que a todos contém. É do filósofo, numa excelente tradução. [Henri Figueiredo – 1º de março de 2016]
ESTADO E POLÍTICA PARA ALTHUSSER
“A idéia de que a teoria marxista é “finita” exclui totalmente a idéia de que ela seja uma teoria “fechada”. Fechada é a filosofia da história, na qual está antecipadamente contido todo o curso da história. Somente uma teoria “finita” pode ser realmente “aberta” às tendências contraditórias que descobre na sociedade capitalista, e aberta ao seu devenir aleatório, aberta às imprevisíveis “surpresas” que sempre marcaram a história do movimento operário; aberta, portanto atenta, capaz de levar a sério e assumir em tempo a incorrigível imaginação da história.”
LEIA a íntegra no LavraPalavra

LavraPalavra

Por Louis Althusser*, via Marxist.org, traduzido por Márcio Bilharinho Naves.

Em novembro de 1977, na reunião de Veneza sobre Poder e oposição na sociedade pós-revolucionária, Louis Althusser afirmava que não há uma teoria do Estado em Marx. Em março do ano seguinte, Il Manifesto [1] propôs a Althusser que aprofundasse esta questão, deixada em suspenso em Veneza, levando em conta particularmente a discussão em curso na Itália no âmbito da esquerda e, particularmente, o debate ocorrido em Mondoperaio [2] , a entrevista de Giuliano Amato a Pietro Ingrao e os últimos escritos de Biagio De Giovanni em Rinascità. [3]

Com esse objetivo foram enviados a Althusser dois blocos de perguntas. O primeiro ainda dizia respeito à questão do Estado nas experiências revolucionárias já ocorridas; o segundo se referia mais de perto à discussão italiana, particularmente, à discussão teórica na esfera política. Foi perguntado ao filósofo francês o que ele pensava…

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