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Arquivo mensal: fevereiro 2016

VENCEDORES DO OSCAR 2016

A lista dos vencedores do Oscar 2016

Roberta Pinto CINEMA

A análise completa amanhã aqui no Roberta Pinto Cinema.

Roteiro Original: Spotlight
Roteiro adaptado: A Grande Aposta
Atriz coadjuvante: Alicia Vikander
Figurino: Mad Max – Estrada da Fúria
Maquiagem: Mad Max – Estrada da Fúria
Desenho de produção:Mad Max – Estrada da Fúria
Montagem: Mad Max – Estrada da Fúria
Edição de Som: Mad Max – Estrada da Fúria
Efeitos Visuais: Ex-Machina
Curta de animação: Bear Story
Melhor longa de animação: Divertidamente
Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance
Documentário em curta: The Price of Forgiveness
Documentário: Amy
Melhor Curta Metragem: Stutterer
Melhor longa estrangeiro: O Filho de Saul
Melhor trilha original: Ennio Morricone, Os Oito Odiados
Melhor canção original: Writing´s on the Wall – Sam Smith e Jim Spade
Melhor diretor: Alejandro G. Iñarritu
Melhor atriz: Brie Larson
Melhor ator: Leonardo DiCaprio
Melhor Filme: Spotlight

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Nadezhda Krupskaya: A emancipação da mulher segundo Lenin

“Militante marxista engajada na fundação do partido social-democrata russo desde 1894, Krupskaya se casa com Lenin quatro anos depois, na Sibéria, quando ambos se encontram presos por suas atividades política. Ao lado de Inessa Armand e Clara Zetkin, esteve à frente da organização das demonstrações pelo Dia Internacional das Mulheres, em 1917. Tal manifestação, que ocorreu no último domingo de fevereiro (8 de março, no calendário gregoriano) foi o estopim da Revolução de Fevereiro, que derrubou o czarismo.”

LavraPalavra

Por Nadezhda Konstantinovna Krupskaya*, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio.

Militante marxista engajada na fundação do partido social-democrata russo desde 1894, Krupskaya se casa com Lenin quatro anos depois, na Sibéria, quando ambos se encontram presos por suas atividades política.

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A capitulação (mais uma) do governo Dilma diante dos chantagistas do Congresso

dilma capitula

POR · 25/02/2016 no TIJOLAÇO – Título original: “O governo escolheu ser um molambo?”// O resumo da ópera do acordo – o nome correto é capitulação – entre Dilma Rousseff , a oposição e o chantagista Renan Calheiros, que é quem detém o poder de brecar o impeachment empurrado por Eduardo Cunha: no meu governo, o pré-sal não será entregue; depois, seja o que Deus quiser Não se pode deixar de considerar que, se estivesse havendo um combate, poderia ser explicado que estamos dando um passo atrás para dar outros à frente.

Só que não há um combate, há uma deserção ao combate, com a esperança de que, em algum momento, a máquina irá se apiedar e parar seu processo de esmagamento de qualquer projeto, político e econômico, de afirmação soberana do Brasil.

Não vai, é claro.

Embora, por milagres, até os incréus como eu torçam.

O resultado prático é que o Governo (e o PT, malgrado a reação de muitos de seus integrantes) vai se desmilinguindo, se derretendo ainda mais.

E paralisando a reação do povo brasileiro à entrega de sua Petrobras que, admitem, estava mesmo cheia de irregularidades. Veja se algum governo fez isso com a Exxon ou a Shell, ou a BP, que distribuíram dinheiro e fizeram guerras?

Desde quando – isso nas raríssimas vezes que o fizeram – deixaram que a punição pessoal transbordasse para a empresa, que era o braço de seus interesses?

Ainda não é, infelizmente, o corolário de um processo que desprezou, desde há muito tempo e progressivamente, a ideia de que sem o povo como agente político, a história não caminha adiante.

Desde o início do Governo Dilma – não é justo dizer que tenha se inciado com ela, tem raízes muito anteriores – resolveu-se assumir como verdade o discurso do inimigo.

A faxina, desculpem, não foi ideia de Moro.

Mas isso é lá atrás.

Fiquemos nos últimos dois anos: “não vai sobrar pedra sobre pedra”.

Também não é frase do Moro.

Há dois anos este sujeito avança sobre a República. Hoje, tem a República a seus pés.

E o povo brasileiro, depois de passar meses, anos, tentando descobrir onde estão seus líderes, Lula e aquela a quem ele delegou sua continuidade. Não o culpem pelo fato de que se seduza por guizos falsos.

Aprendi, das profundezas gaúchas do Brizola, a expressão “boi sinuelo”, isto mesmo, aquele que tem um sino ao pescoço e sinaliza ao rebanho os perigos, os riscos e  as trilhas. Ou, se domesticadíssimo, ao matadouro.

Sinais, não há coletivo animal ou humano que os dispense. Perguntem aos militares antigos o que é “tocar reunir”

O Governo, o PT, Dilma, Lula parecem ter inventado o toque de  “dispersar”, que aliás não existe no conjunto de toques militares, porque às suas forças nunca se dispersa.

É que o povo brasileiro, como naquelas profundezas, sente o cheio de raposas e lobos e muitos, ainda, empacam e procuram o sinuelo.

E não encontram o que o compositor gaúcho Leopoldo Raissier, descreveu: E ao contemplar o agora dos seus campos/O lugar onde seu porte ainda fulgura/O velho taura dá de rédeas no seu eu/E esporeia o futuro com bravura…

Cutucando onças com varas curtas – O ensaio desenvolvimentista no primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-14), por André Singer

singer
“Diferentes razões apontam para a dissolução da coalizão produtivista e a formação de uma frente única burguesa antidesenvolvimentista. Com a intenção de acelerar o passo do lulismo, Dilma cutucou muitas onças com varas curtas. O ativismo estatal teria alienado camadas de empresários, resultando na unidade abrangente antidesenvolvimentista. Sustentar a ofensiva demandaria sólida aliança interclassista e/ou intensa mobilização dos trabalhadores, o que não foi feito.”

Uma filosofia para militantes

Alain Badiou: Você sabe, tem havido uma longa história. Se você pensar a situação no século XIX, você tinha muitos filósofos que eram intelectuais públicos, que tomavam posições públicas sobre muitas questões: contra a tortura e repressão, em apoio dos presos, e muitos outros. Então a ideia de que existe uma relação entre as convicções filosóficas e a ação política tem sido verdade desde o século XIX até hoje.No legado marxista, sempre houve uma relação, mesmo se por vezes dificultosa e contraditória, entre a filosofia dialética – vinda de Hegel e Marx – e a determinação política. E eu penso que esse ponto é especialmente importante hoje, pois no momento presente existe uma fraqueza geral de ideias revolucionárias. E então, quando homens e mulheres se engajam hoje na ação política eles estão em busca de uma orientação.

LavraPalavra

Por Aaron Hess, via International Socialist Review, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Entrevista a Alain Badiou de 11 de Dezembro de 2014, pouco antes dos recentes assassinatos nos escritórios do Charlie Hebdo e em um supermercado judeu. Em resposta a esses eventos, e a onda de islamofobia

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Adicção? O problema não é a química. É a gaiola

[Ative a legenda do vídeo no canto inferior direito da tela]

Bruce Alexander e Carl Hart são cientistas cujas linhas de pesquisa ainda são minoritárias dentro da Psicologia e da Neurociência. A medida em que ligamos os pontos, percebemos a conexão entre a indústria farmacêutica, a World Psychiatric Association e a Associação Americana de Psiquiatria (APA, em inglês) e o seu  DSM, o ‘Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais’. E percebemos também que essa conexão é útil tanto para incrementar o lucro corporativo quanto para o controle político social pela manutenção do status quo. Ou seja, não interessa discutir Alexander e, muito menos, Hart. É com raciocínio parecido que Allen Frances, diretor da revisão do DSM-IV, denunciou a atuação da indústria farmacêutica na “invenção” de novos distúrbios mentais.

Em janeiro de 2014, Cauê Seignermartin Ameni teve excelente matéria sobre o tema publicada no Outras Palavras. Ameni descreve o experimento de Alexander, também tratado no vídeo que acompanha este post. Também em janeiro de 2015, a Carta Maior traduziu trecho da entrevista de Carl Hart ao site Democracy Now. A revista mensal Scientific American registrou sobre o último livro de Hart, “Um Preço Muito Alto“: “O relato é tão pungente quanto sua reivindicação para que se mude o modo como a sociedade pensa a respeito de raça, drogas e pobreza” – e eis aqui a imbricação necessária para se entender de uma maneira holística a questão.

Henri Figueiredo

Veja ainda este rápido vídeo com Carl Hart.

Pilates (…pileque?)

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