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Arquivo mensal: janeiro 2016

Notas sobre o capital social em rede, de Raquel Recuero

O CAPITAL SOCIAL EM REDE: Como as redes sociais na Internet estão gerando novas formas de capital social. Contemporânea (UFBA. Online), v. 10, p. 597-617, 2012.

Estudando Social Media

Eu tenho uma professora querida que sempre me disse (não diretamente, mas falando com a turma) que os textos e as leituras acadêmicas ajudavam a compreender melhor a vida. No quinto período da universidade, já estou mais que concordando com ela nesse aspecto – pelo menos nas leituras “de humanas” que faço. E é por isso, também, que acho importante juntar o que me parece muitas vezes separado pelas próprias estruturas: a academia e o mercado. Já citei o Tarcízio Silva num tweet que ele fez sobre isso e aqui ratifico a minha posição de que a universidade tem muito a oferecer aos profissionais de mídias sociais (já que não posso entrar em outros campos onde não estou presente).

Pensando nisso, trouxe esta semana ao blog um texto que já tinha tido contato anteriormente na faculdade e, neste período, aconteceu de ser “leitura obrigatória” (odeio essa expressão, parece condenamento) em…

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Proselitismo político é uma razão para a crise da mídia comercial? Tomara

AAA Números Jornais 2015

O Instituto Verificador de Circulação (IVC), que mede a circulação dos jornais brasileiros, divulgou os dados de audiência de publicações como Folha, Globo, Estado de S.Paulo, Estado de Minas, Correio Braziliense e Zero Hora, em 2015; os números revelam que o consumo de informação por esses meios desabou ao longo do ano passado, e não apenas nas edições impressas, como também no digital; uma das explicações para o tombo é a expansão da internet; uma segunda é o modelo de cobrança por conteúdo, que tem pouca receptividade no Brasil; e uma terceira razão pode ser o engajamento político dessas publicações, que optaram por uma agenda extremamente negativa nos últimos anos; Folha caiu 15,1%; Estado 8,9% e Globo 5,5% e ZH 3,5%. (…) Os dados revelam vários fatores. Os jornais, naturalmente, foram afetados pela crise econômica que ajudaram a amplificar. Mas hoje enfrentam uma concorrência crescente de veículos puramente digitais. Além disso, o modelo de cobrança por conteúdo, dos chamados paywalls (muros de cobrança para quem assina determinada quantidade de artigos), tem tido pouca receptividade no Brasil. Um outro fator, que pode vir a ser considerado na análise, é o grau de engajamento político dos jornais da imprensa familiar, que passaram a substituir o jornalismo pelo proselitismo político, afugentando uma parcela de seus leitores. [Material reproduzido do BRASIL 247 e, depois, editado.]

Biblioteca da Esquizoanálise: mais de 350 títulos para download gratuito

“Entre as preciosidades compartilhadas estão diversas obras de Gilles Deleuze (Lógica do Sentido, Diferença e Repetição, Empirismo e Subjetividade…), Félix Guattari (Caosmose, As TrÊs Ecologias, Revolução Molecular…), Michel Foucault (História da Sexualidade v1, v2 e v3, História da Loucura, Vigiar e Punir, As Palavras e as Coisas…), Gregório Baremblitt, Michael Hardt, Toni Negi, Daniel Lins, Suely Rolnik, Peter Pelbart, entre muitos textos e autores importantes.”

JOY – Tributo ao empreendedorismo. Elegia cinematográfica ao capitalismo

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Além de passar na Regra de Bechdel/Wallace, o filme rendeu, neste ano, a merecida indicação ao Oscar de melhor atriz para Jennifer Lawrence (nunca antes tão bem e bela em cena). Só quem já abusou do consumo de doutrina política vai permitir que a crítica ideológica ao filme se sobreponha à crítica artística. [Mas podem andar juntas, eu diria – o que, ainda assim, não será o caso aqui nesta breve nota.] “Joy” é anunciado na mídia especializada (e nas dezenas de blogs de críticos amadores da web, inclusive ligados a grandes grupos de comunicação) como uma “comédia dramática”. Diria que muito mais “dramática” – o que faz rir no filme são os costumes. O drama é o moto-contínuo da narrativa de David O. Russell e do próprio mundo de negócios em que vivemos. Não é um filme rebelde ao status quo, como “As sufragistas”, por exemplo. A rebeldia está na inconformidade de uma mulher frente às circunstâncias da vida. O que pode parecer o mesmo, mas não é. Vale assistir.

O jogo de linguagem fascista

Fascismo é uma expressão que vem sendo usada para definir formas espetaculares de exposição de preconceitos raciais, sexuais, de gênero, de classe e vários outros ao nível do cotidiano concreto ou virtual. Podemos lembrar do fascismo italiano e sua imitação dos rituais de poder da Roma antiga. Mas o fenômeno atual caracteriza-se por explosões […]

Fonte: O jogo de linguagem fascista

Comentário da Semana: Folha, ombudsman, um jornal e suas escolhas

“A questão não é de ideologia, mas de substância. Um jornal, como todos deveríamos saber, é um relevo na geleia geral do cotidiano. Sua importância deveria crescer ainda mais nesses tempos de algaravia virtual, onde qualquer um, aparentemente, pode dizer o que bem entende. Um jornal sempre foi e precisaria continuar a ser uma referência de informação e opinião qualificadas. Todo jornal tem sua linha editorial mas, com certeza, deve zelar pelo pluralismo. Porém, precisa elevar o debate, não degradá-lo. Acolher colaboradores sem estofo é oferecer a sua marca para legitimá-los – e degradar-se. Ao tentar identificar-se com o que é “popular” na rede, deixa de ser um relevo e cava sua própria sepultura.”

objETHOS

Sylvia Debossan Moretzsohn
Professora de jornalismo na UFF e pesquisadora do objETHOS

Desde que anunciou, na segunda-feira passada (18/1), a contratação de um jovem líder de um movimento de direita como seu mais novo colunista, a Folha de S.Paulo foi alvo de uma avalanche de protestos nas mídias sociais, com inúmeras declarações de cancelamento de assinatura. A revolta foi assinalada aqui por Lívia Vieira, num artigo que apontava o que estava por trás de toda aquela agitação e mostrava que o jornal talvez não devesse comemorar o número de cliques recebidos por aquela notícia.

Por isso, poucas vezes a coluna da ombudsman foi tão aguardada. E poucas vezes foi tão decepcionante.

A forma pela qual Vera Guimarães Martins tratou o tema provocou nova onda de protestos na internet. Um dos mais contundentes partiu do jornalista e crítico de cinema José Geraldo Couto, que trabalhou por mais de vinte anos…

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“Carol” e “A Garota Dinamarquesa” — Dois filmes de 2015 que devem estar nos currículos do Ensino Médio numa “Pátria Educadora”

AAA Cartazes Carol e Danish Girl

*Assistimos, em sequência, dois grandes filmes realizados em 2015. “Carol” e “The Danish Girl”.  Numa nação que se quer laica e tolerante, e que aspira a cada vez mais novos avanços civilizatórios, é mais importante e urgente assistir e comentar obras como estas em sala de aula do que perder tempo sendo pautado por representantes do obscurantismo e do atraso como Jair Bolsonaro. — Mais informações sobre os filmes nos próximos dias. Até lá, uma única dica: assistam!

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