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7 de abril: Dia Nacional d@s Jornalistas

7 de abril: Dia do Jornalista

7 de abril: Dia do Jornalista

Hoje este blog completa 2 anos. Nasceu na Rua Conde de Bonfim, na Usina, caminho para o Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro e continua, da Região Metropolitana de Porto Alegre, falando para seus 17 leitores Verissimo, mais uma que te copio. Quando eu comecei em redação de jornal diário, em 1995, a maioria dos colegas eram homens e de Esquerda. Em 2015, a maioria das redações é formada por mulheres (e isso é bom!) mas houve, pela pressão patronal ou pela ideologia em si mesma, uma guinada para a Direita. Verifiquei, na virada do milênio, uma virada também nos propósitos de quem cursava Jornalismo na Universidade. A busca idealista deu lugar, de maneira geral, à busca pelo “glamour” da telinha. A teoria da comunicação, a ética e sociologia perderam espaço para o treinamento técnico que deixava as peças novas prontas pra entrar direto na engrenagem de moer gente da mídia comercial e de massas.

Em duas décadas na lida profissional do Jornalismo, não acredito em “crises”. O sistema capitalista faz das crises seu modus operandi. Portanto, os passaralhos, como o anunciado pelo Estadão nesta semana, estão na estrutura do negócio. Por anos, consegui conciliar a prática diária do jornalismo com a minha militância cidadã por políticas públicas inclusivas, pela cidadania, pelos Direitos Humanos, por transparência e ética na política. Em duas palavras, pela Esquerda. Conceito tão cinicamente rebaixado pela maioria dos profissionais de comunicação do “mercado” que se iludem chamando o patrão de “colega”.

O Jornalismo que pratiquei e pratico, em mídia impressa, televisão e na imprensa sindical, fez com que eu nunca deixasse portas entreabertas, parafraseando Cecília Meireles. Ou as escancarei ou as bati de vez. Como disse a poeta, “pelos vãos, brechas e fendas, passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez”.

A internet, cujo aparecimento no Brasil se deu com início efetivo da minha sobrevivência como jornalista, em meados da década de 90, é o grande alento e a grande notícia desses anos de agruras e alturas. A web me arrancou da letargia dos “empregados”, sacudiu o comodismo assalariado travestido de fidelidade “aos projetos” dos outros e impôs o desafio de criar minha própria audiência. As mídias digitais e as redes sociais foram mais revolucionárias do que as teses políticas e as verdades pré-fabricadas. Adiante!

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