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Arquivo mensal: abril 2013

A PREGAÇÃO DE ÓDIO DE UM FASCISTA

Feliciano se regozija do assassinato de John Lennon: “O primeiro tiro, John, foi em do nome do Pai, o segundo em nome do Filho e o terceiro em nome do Espírito Santo” por ter dito (quando era jovem) que os Beatles eram mais populares do que Jesus! E vai começar a aparecer cada vez barbaridades deste fascista em pele de crente. É esse tipo de ódio ao outro, ao diferente, aos que criam, aos que ousam pensar, fazer ciência e filosofia, é esse o ódio disseminado dentro dos templos de lavagem cerebral e arrecadação de dízimo chamados “igrejas neopentecostais”. Pelo fim da isenção tributária às igrejas, porque máfia se desmonta atingindo o cofre e o patrimônio. Isto foi ensinado pelo magistrado italiano Giovanni Falcone, dinamitado pela Cosa Nostra por tentar desmantelar sua rede de sustentação financeira.

Guernica

Guernica

Em 8 de abril de 1973, morria Pablo Ruiz Picasso, pintor espanhol, aos 91 anos. Picasso foi um dos maiores pintores do século. Criador do cubismo, o trabalho do artista não é cópia do mundo real, mas uma criação autônoma e nova. A obra aqui reproduzida, Guernica, é um painel pintado por Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães, apoiando o ditador Francisco Franco. Atualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.

CHANGE THE WORLD

Dez estratégias de manipulação midiática


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❝O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

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Contra a drogafobia e o proibicionismo: dissipação, diferença e o curto-circuito da experiência [Luiz Eduardo Soares]

DESTACO TRÊS TRECHOS DESTE EXCELENTE ENSAIO.1) A guerra às drogas constitui o mais escandaloso fracasso de política pública transnacional continuada de que se tem notícia, nas últimas décadas, sem que o resultado pareça importar aos governos que a implementam. O que demonstra quão valiosos são os ganhos secundários e as vantagens setoriais. 2) Mesmo nos casos que mereceriam ser tratados como patológicos, nos quais o sujeito confessa sua dor, reconhece sua impotência e pede ajuda, sabemos que há um vasto gradiente que se estende da redução de danos à abstinência, experimentada, entretanto, e não à tôa, dia após dia, como o comedimento exigido pela escala diminuta da precária resistência humana, exatamente para evitar a ambição desmedida da solução definitiva, cujo peso tenderia a jogar por terra todo o avanço alcançado com o esforço modesto e continuado, cotidianamente reiterado. 3) Quem busca substâncias psicoativas talvez estejam à procura de outra química consigo mesmo, de outra química para si mesmo, de outra química em suas relações com o Outro. Talvez esteja em busca da experiência, ou seja, do mergulho na diferença que singulariza. É preciso muita leviandade irresponsável ou muita coragem, a depender de como se dá essa busca e em que condições ela se efetiva. Uma coragem heroica, quase épica, porque não se brinca com fraturas e dissipações.

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SEM TOLERÂNCIA COM OS FUNDAMENTALISTAS

Amo a formação religiosa que tive na vida, de duas vertentes – ambas cristãs: o catolicismo (das Comunidades Eclesiais de Base da Teologia da Libertação) e o espiritismo kardecista. Tenho o maior respeito, sinto e compreendo algumas das vertentes afro. Sempre elogiei os luteranos e outros evangélicos não só pela história, mas pela postura ética e pelo diálogo inter-religioso que trouxeram pra esse maravilhoso caldeirão étnico e cultural chamado Brasil. Estudei e trabalhei em universidade da Companhia de Jesus e, neste momento de Papa jesuíta, sinto que conheço, entendo e antecipo muitos dos atos dele. (Diz o ditado, “Conheça um jesuíta e você conhecerá todos; conheça um franciscano e vc conhecerá apenas um franciscano”.) Li o Niezstche de Zaratustra, Rumi e a sua poesia sufi do Islã místico, o Hesse de Siddharta e o Saramago do Evangelho Segundo Jesus Cristo e, em todos, me emocionei – assim como com Osho, que sempre me falou ao coração. Sou mole pra discurso religioso que prega humanidade, civilização e transcendência. Tanto é que me apaixonei até por algumas seitas marxistas! 😉 (risos) Agora, o que não tolero, de nenhum lado, venha de onde vier, são os fundamentalistas. Os que brandem as suas escrituras (seja a Torá ou O Capital) como a verdade indelével que deve prevalecer. E, salvo raras e honrosas exceções, coloco os neopentecostais dizimistas de pastores e bispos midiáticos nesse barco fundamentalista. Eu tô aqui pra tentar afundar a barca deles, não pra conviver e nem pra admitir que essa barca continue levando a intolerância pra dentro da política. [Henri Figueiredo]

 

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O HOMEM LÚCIDO

José Saramago registrado por Sebastião Salgado.

José Saramago registrado por Sebastião Salgado

[extraído do final do belíssimo filme “Separações” (2002) do mestre Domingos de Oliveira.]

O Homem Lúcido

O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que ele nunca se entusiasma com ela. Assim como ele nunca tem memórias. O homem lúcido sabe que o viver e o morrer são o mesmo em matéria de valor posto que a vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.

O homem lúcido sabe que ele é o equilibrista na corda bamba da existência. Ele sabe que por opção ou por acidente é possível cair no abismo a qualquer momento interrompendo a sessão do circo.

Pode também o homem lúcido optar pela vida. Aí então ele esgotará todas as suas possibilidadades. Ele passeará pelo seu campo aberto, pelas suas vielas floridas. Ele saberá ver a beleza em tudo! Ele terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até mesmo às doenças. E se atingido por um desses emissários saberá suportá-los com coragem e com mansidão.

E morrerá, o homem lúcido, de causas naturais e em idade avançada. Cercado pelos seus filhos e pelos seus netos que seguirão a sua magnífica aventura. Pairará então sobre a memória do homem lúcido uma aura de bondade.

Dir-se-á: – Aquele amou muito. Aquele fez muito bem às pessoas!

A Justa Lei Máxima da Natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem se iguale sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido porém, esse que optou pela vida com o consentimento dos deuses, tem o poder magno de alterar essa lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis serão sempre maioria…Porque essa é uma cortesia que a Natureza faz com Os Homens Lúcidos.”

O texto é uma livre tradução, parte de um Tratado sobre a Lucidez, que teria sido escrito no séc. VI a.C, na Caldéia – parte sul e mais fértil da Mesopotâmia, entre os rios Eufrates e Tigre.

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